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Ciclistas relatam insegurança e cobram melhorias na sinalização da nova ciclofaixa da JK
A recente implantação da ciclofaixa na Avenida Juscelino Kubitschek (JK), em Pelotas, reacendeu o debate sobre a segurança dos ciclistas na cidade. Apesar de representar um avanço na mobilidade urbana, a estrutura tem gerado preocupações por conta da sinalização insuficiente e da falta de infraestrutura adequada para garantir proteção real no tráfego urbano.
O perfil @ciclo.pel, dedicado a monitorar as condições de trânsito para ciclistas em Pelotas, publicou um alerta após o atropelamento de um ciclista ocorrido no domingo (17), no cruzamento entre as avenidas JK e Dom Joaquim. O homem de cerca de 60 anos foi atingido enquanto trafegava pela nova ciclofaixa.
Falta de sinalização e visibilidade comprometida
Nos comentários à postagem, usuários relataram diversas situações de risco envolvendo a ciclofaixa da JK e outras regiões da cidade. As principais queixas apontam a ausência de sinalização clara nos cruzamentos, tanto para motoristas quanto para ciclistas.
Em trechos onde o fluxo de veículos foi alterado, como na continuidade entre a Argolo e a JK, ciclistas afirmam que os motoristas muitas vezes só percebem a existência da ciclofaixa após já estarem cruzando a via. Também foram mencionadas dificuldades de visibilidade em razão de árvores mal podadas nas esquinas, o que agrava a situação em pontos de travessia.
Relatos de acidentes e quase-acidentes
Além do atropelamento mais recente, ciclistas relataram episódios de quase-colisão e outros acidentes em diferentes pontos da cidade. Uma ciclista contou que, na semana anterior, quase foi derrubada na ciclofaixa em frente ao Hospital Universitário, quando um motorista avançou sem observar que ela seguia no contrafluxo — permitido pela estrutura da via.
Outro relato veio de um ciclista que foi atropelado na esquina das ruas Gomes Carneiro e Santa Cruz. Ele sofreu ferimentos na perna e atribuiu o acidente à ausência de sinalização visível, já que a ciclofaixa no local não estava pintada de vermelho, o que dificulta sua identificação.
Estrutura insuficiente e sensação de insegurança
Para vários usuários, o problema vai além da falta de tinta ou placas: a própria concepção das ciclofaixas é apontada como falha. Comentários destacam que sinalizações apenas no asfalto não bastam para garantir segurança, principalmente em vias de tráfego rápido como a JK. A defesa é por infraestrutura cicloviária segregada, com elementos físicos como balizadores, defensas ou canteiros, que separem claramente ciclistas dos veículos motorizados.
Sem essa separação, dizem, as ciclofaixas geram uma falsa sensação de segurança e não protegem os usuários da imprudência de motoristas, muitos dos quais desrespeitam a prioridade legal dos ciclistas, conforme previsto no Código de Trânsito Brasileiro.
Reivindicações e cobranças à Prefeitura
Entre as sugestões deixadas nos comentários estão:
- Reforço da sinalização nos cruzamentos, especialmente com placas alertando sobre o tráfego de ciclistas em ambos os sentidos.
- Poda das árvores em esquinas para melhorar a visibilidade entre ciclistas e motoristas.
- Reavaliação da sinalização horizontal e vertical, priorizando ciclistas em locais de travessia.
- Implementação de estruturas físicas para separar a ciclofaixa do tráfego geral.
Ciclistas também criticaram decisões técnicas que indicam parada para quem está na ciclofaixa em cruzamentos, contrariando o princípio de prioridade dos modais mais vulneráveis, como pedestres e ciclistas.
Secretaria de Trânsito se compromete a avaliar sinalização
Em resposta às preocupações, o secretário de Transporte e Trânsito de Pelotas, Otávio Peres, se comprometeu a verificar a situação da sinalização no cruzamento entre as avenidas JK e Dom Joaquim. A manifestação ocorreu após a repercussão do atropelamento registrado no local.
O perfil @ciclo.pel reforçou o apelo por atenção dos motoristas e cuidados redobrados dos ciclistas até que ajustes sejam realizados pelo poder público.
*Com informações de @ciclo.pel
Imagem: Prefeitura de Pelotas/Arquivo
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