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Edição da Manhã: rodoviários de Pelotas podem entrar em greve por falta de reajuste salarial

Edição da Manhã: rodoviários de Pelotas podem entrar em greve por falta de reajuste salarial

O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Pelotas e Região, Daniel Vilela, concedeu entrevista ao programa Edição da Manhã, nesta sexta-feira (7), para falar sobre a possibilidade de greve da categoria de trabalhadores no transporte coletivo urbano. O movimento foi motivado pelo descumprimento do reajuste salarial acordado no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) com o Consórcio do Transporte Coletivo de Pelotas. A decisão final sobre a paralisação será tomada em assembleia no dia 13 de março.

Publicação de edital e assembleia da categoria

Daniel Vilela esclareceu que, ao contrário do que foi divulgado por alguns veículos de comunicação, não houve assembleia na última quinta-feira (6). O que ocorreu foi a formalização do edital de indicativo de greve, publicado no jornal Hora do Sul. A assembleia está marcada para o dia 13 de março, com primeira chamada às 20h e segunda chamada às 20h30.

O sindicato segue os trâmites legais para a eventual deflagração do movimento, caso o impasse não seja resolvido. "A decisão ocorrerá dentro do que for aprovado pela categoria, mas até quinta-feira ainda há tempo para negociação", afirmou Vilela.

Reajuste salarial descumprido

O vice-presidente do sindicato destacou que o acordo coletivo de 2024 previa um reajuste salarial para motoristas que acumulam a função de cobrador, estipulado em R$ 19,50 por dia trabalhado, a partir de 1º de fevereiro de 2025. Além disso, deveria ser aplicado o índice de reajuste pelo INPC (4,17%) sobre os salários, o vale-alimentação e também nesse adicional pago ao motorista que acumula a função de cobrador.

Segundo Vilela, o Consórcio do Transporte Coletivo não repassou o aumento aos trabalhadores, o que gerou revolta na categoria. "Ficamos surpresos com esse descumprimento, pois o acordo foi homologado no TRT. Os trabalhadores contavam com esse reajuste", disse.

Impasse com as empresas

O sindicato foi contatado pelo advogado do consórcio, que alegou que a falta de reajuste ocorreu porque a Prefeitura de Pelotas não concedeu aumento na tarifa do transporte coletivo. No entanto, Vilela rebateu essa justificativa, ressaltando que o acordo trabalhista não estava condicionado ao aumento da tarifa. "Nosso acordo foi firmado em 2024 e não tem relação com reajuste de passagem", afirmou.

Categoria pode aprovar greve

O sentimento entre os trabalhadores é de insatisfação, pois, além do descumprimento do reajuste, muitos motoristas acumulam funções, como a de cobrador e a de assistência a cadeirantes. "O trabalhador está chateado. Ele faz um trabalho essencial e não está sendo reconhecido", destacou o vice-presidente do sindicato.

Caso não haja uma resposta positiva das empresas até a data da assembleia, a greve deve ser aprovada. "Entrar em greve é um passo sério, porque a gente sabe quando começa, mas não quando termina", alertou Vilela, relembrando paralisações anteriores que se estenderam por longos períodos.

A entrevista completa está disponível no canal da RádioCom Pelotas no YouTube.

Imagem: Michel Corvello


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