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Hospital São Francisco de Paula adota política de Adorno Zero em áreas assistenciais

Hospital São Francisco de Paula adota política de Adorno Zero em áreas assistenciais

Medida visa reduzir riscos de infecção e está alinhada a norma nacional de segurança do trabalho

O Hospital Universitário São Francisco de Paula (HUSFP), vinculado à Universidade Católica de Pelotas (UCPel), passou a adotar oficialmente o Manual de Adorno Zero como diretriz interna de segurança. A norma proíbe o uso de adornos por profissionais, estudantes e prestadores de serviço que atuam em áreas assistenciais e de apoio operacional, como forma de prevenir riscos de contaminação no ambiente hospitalar.

A medida se aplica também ao Campus da Saúde Dr. Franklin Olivé Leite e segue orientações da Norma Regulamentadora NR-32, do Ministério do Trabalho, que trata das condições de segurança em serviços de saúde.

O que é considerado adorno e onde a norma se aplica

Entre os itens vetados estão alianças, anéis, pulseiras, relógios de pulso, colares, brincos, broches, piercings visíveis, crachás com cordão e gravatas. O uso é proibido em espaços de atendimento direto ao paciente, como centros cirúrgicos, clínicas de internação, unidades de hemodiálise e pronto atendimento. Áreas de apoio técnico, como farmácia e laboratório, também estão incluídas.

Nas áreas administrativas, o uso de adornos é permitido de forma restrita: apenas peças pequenas e discretas, como brincos curtos, relógios, alianças e colares curtos. A exceção não vale para professores e estudantes que circulam por ambientes assistenciais durante suas atividades acadêmicas.

Unhas, celulares e outros cuidados complementares

O manual também restringe o uso de unhas longas, mesmo que naturais, e proíbe unhas artificiais, esmaltação craquelada ou com relevo. Segundo o engenheiro de segurança do trabalho da UCPel, Maurício Godoi, esse tipo de cuidado visa evitar danos às luvas de proteção e reduzir o risco de contaminação cruzada.

Além disso, objetos de uso pessoal como celulares e óculos, embora não sejam classificados como adornos, devem passar por higienização regular, já que são potenciais veículos de microrganismos devido ao contato constante com superfícies contaminadas.

Contexto da norma

A política de Adorno Zero vem sendo adotada por instituições de saúde como parte das estratégias para minimizar infecções hospitalares. O acúmulo de microrganismos em acessórios pessoais e a dificuldade de higienização adequada das mãos são apontados como fatores que comprometem a segurança de pacientes e trabalhadores.

A medida também está relacionada à prevenção de acidentes, como lesões por enrosco de anéis e pulseiras durante procedimentos assistenciais.

*Com informações da UCPel


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